Archive for the Opinião Category

Procrastinação

Friday, January 27th, 2012 | Permalink

O novo “mal do século” já tem nome: Procrastinação.

Já reparou que cada vez que um problema que se relaciona com o psicológico se torna popular vira politica e socialmente “aceitável” e acaba se tornando o “grande mal” da humanidade?

Antes a psico buzzword da vez era a bipolaridade. Semelhante ao mal do ciclo que atinge mulheres e que por isso se tornou até sinônimo de atitude feminina, pois os homens não conseguem compreender tamanha instabilidade das mulheres. Daí a palavra caiu no gosto do povo e um problema que antes era um tabu a ser resolvido, virou uma maneira de se aceitar e dizer pra sociedade “Deal with it!”.

Porém bipolaridade é muito mais complicado que isso e as pessoas não levam a sério o que é um diagnóstico médico e a diferença entre esse diagnóstico e a realidade: as pessoas estão cada vez mais acomodadas e não procuram a evolução do seu ser (psicologicamente falando) e isso vai tornando a humanidade cada vez mais mimada.

Agora a psico buzzword da vez é a procrastinação.

Você sabe o que é procrastinar? É deixar de fazer o que tem que ser feito e fazê-lo somente em último caso, quando já é impossível adiar mais. Você deixa de enfrentar os problemas hoje pela ilusão de que amanhã os problemas terão diminuído ou até mesmo sumido, coisa que já sabemos não acontecer por passe de mágica. Problemas não se solucionam sozinhos.

A procrastinação também é um mal psicológico. O medo de enfrentar costume de evitar os problemas reais faz com que as tarefas banais e até descartáveis sejam priorizadas frente ao que realmente deve ser feito. E assim vamos empurrando com a barriga.

Métodos para sair da cilada da procrastinação

Muita gente assume que tem atitudes procrastinadoras mas não consegue sair desse ciclo. Precisa de um empurrãozinho pra que as coisas voltem a funcionar conforme o esperado.

Não espere esse empurrãozinho, geralmente ele virá na hora em que será tarde demais pra resolver a maioria dos problemas que você tem na mão.

Gerenciamento de tempo

A técnica de gerenciamento de tempo mais conhecida pela atualidade é o método pomodoro, que consiste em escolher uma tarefa a ser cumprida e estipular um tempo para concluir. Durante a realização dessa tarefa podem haver ou não paradas programadas para descanso. É como se fosse uma premiação por você ter dedicado os últimos 20 minutos para a tarefa a ser concluída: você pode passar 5 minutos “perdendo tempo” nas redes sociais, ou preparar um café.

Eu particularmente não me adaptei a esse sistema, pois como programadora devo tomar uma linha de raciocínio que, se interrompida, posso levar mais 5 minutos para retomá-la só por culpa do timer do pomodoro ter tocado.

A técnica de to-do lists também é bem conhecida. Você tem algo pra fazer? coloca na lista e prioriza suas atividades. Quando acaba uma tarefa você pega a segunda na lista de prioridades, assim você se organiza e não esquece nada. Mas pra procrastinadores a to-do list pode ser priorizada de forma errada, já que passam a deixar sempre pra depois as coisas que deveriam ser feitas primeiro.

Algumas pessoas adotam programas que impedem a navegação em sites nos quais é considerado perda de tempo, acho que pra quem é viciado em entrar em um site a presença da censura trás mais ansiedade para entrar no site do que a resolução do problema de procrastinação. Gostaria que você comentasse sobre o assunto, pois essa é só a minha opinião.

Evite ser multi-tarefa, mantenha o foco

Mas como? Você está maluca? A maior qualidade que mulheres gabam-se por ter é ser multi-tarefa e você está negando isso? Sim estou e explico o porquê:

Quando você age como multi-tarefa, tende a não focar muito bem em nenhuma das tarefas que tem que executar. Por exemplo: você está escrevendo uma tese em um sábado a tarde e está preocupado em reunir suas fontes e fazer um texto legal porque disto depende sua nota ou seu emprego. Apesar disso você deixa o instant messenger e o agregador de e-mails abertos e de tempos em tempos pessoas vem te perguntar como você está e se você quer sair. Você perde o foco e passa a não conseguir formar uma frase sem uma interrupção. E aquilo que você achava que seria ok acaba fazendo com que você tome o dobro ou o triplo do tempo para fazer. Você poderia terminar a dissertação da tese em 4 horas e sair o resto do sábado, mas tomou o dia todo e agora está triste porque foi o único que não saiu no sábado a noite pois passou tempo demais fazendo uma tarefa que não demandaria tanto tempo assim.

Caso você comprometa-se em focar na tarefa a ser cumprida, desligando instant messengers, agregadores de e-mail e até mesmo deixando de ler mensagens no celular a todo instante, a tarefa passa a ser concluída de forma mais rápida e você sentirá o prazer por ter terminado a tarefa e ainda ter tempo para fazer outras coisas durante o fim do dia.

Enfrente o problema, confie em você mesmo.

Um dos motivos da procrastinação é a falta de confiança que temos em nós mesmos para resolver problemas. O problema é muito difícil pela nossa visão e por isso ele vira um dragão com sete cabeças e que evitaremos a qualquer custo esbarrar com ele. Mas lembre-se que se você evitar lutar com o dragão agora, mais tarde ele estará mais forte, terá se alimentado mais e enquanto você descansava ele crescia.

É assustador ver dessa forma, mas se você confiar mais em seu poder de resolução de problemas, você enfrentará um dragão por dia, senão mais. Então ao encarar um problema não deixe pra última hora. Se uma conta chegou pra pagar, não vá procurar pela data de vencimento e pensar “tenho 10 dias para pagar essa conta” você pode esquecer e daí pagar multa por atraso só porque procrastinou o ato de agendar o pagamento da conta.

Quanto mais problemas você resolver mais confiante você se torna e menos procrastina a sua vida. Vai ver o quanto mais leve a sua vida vai se tornar ao diminuir cada vez mais a sua lista de problemas a resolver.

E se vierem mais problemas?  Faça como Roberto T. Shiniashiki em seu livro e diga “Problemas? Oba!

Steve Jobs, Haters gonna hate e amizade.

Friday, October 7th, 2011 | Permalink

Obrigada por assistir! Se inscreva no meu canal pessoal e no principal, links: Twitter: twitter.com Canal principal: youtube.com Camera usada: Canon Powershot SD960 IS

Filosofias aleatórias

Sunday, November 14th, 2010 | Permalink

O que me irrita na verdade é a maneira como a maioria das pessoas age como “sabe tudo”. Pessoas inflexíveis que não aceitam que possam estar erradas ou que ao menos se dêem ao luxo o atributo da dúvida.

Gente. Pessoa. Ser humano.

Você não é uma máquina.
Não é 0 ou 1.
Também não é 8 ou 80.

Pelo menos não pode ser o tempo todo, se não o convívio fica insuportável.

Acho que até por isso eu deixei de escrever tanto quanto eu escrevia antes, em blogs, sabe?

Antigamente eu era “dona da verdade” e “sabe tudo”, tem gente que até me chamar de enciclopédia já chamou… mas eu mudei, talvez tenha amadurecido um pouco e me flexibilizado no sentido de que até hoje eu não sei tudo e que tenho muito tempo ainda e muitas coisas ainda a aprender. Mas ainda me irrito com as pessoas que agem como se tudo soubessem – principalmente quando o assunto é saber tudo sobre mim. Pô, nem eu sei tudo sobre mim mesma, que dirá os outros!

E cheguei a esse pensamento, a tudo isso porque as pessoas não se dão ao luxo da incerteza sobre o pensamento de outra pessoa. Antigamente as pessoas eram mais polídas na forma de abordagem à outras pessoas, hoje a mania é agir como se conhecesse a pessoa mais do que a própria, a ponto de se dar como íntimo até quando não foi dada a intimidade…

Ser humano é um bixo complicado né?
Ainda mais quando é mulher…
Homem então nem se fala….

Relacionamento: onde você errou?

Friday, September 24th, 2010 | Permalink

No início é a vontade de se ver,
ir pra onde vai encontrar a pessoa que lhe desperta o interesse é angustiador:
se arruma, se perfuma, cuida de todos os detalhes,
aguenta as borboletas no estomago,
coloca o sorriso mais bobo do mundo por todo o caminho.
Ao chegar antes da pessoa é um desastre:
olha pra porta a cada tique e taque do relógio.
Chegou!
Sorrisos,
olhos brilhando
as bochechas ficam em brasa…
.
.
.
Um ano depois o cenário é outro:
Vocês já namoram
(se duvidar já moram juntos)
a hora do encontro é uma correria só.
- Amor, pega um copo d’água pra mim?
- Ah! Pega você, acabei de me sentar.
O encontro não é mais tudo aquilo
(não é mais o objetivo?)
o beijo não é o mais acalorado
o abraço não é dos mais longos e apertados
(isso se tiver abraço…)
É tudo com mais pressa.
Pega pela mão e corre
estamos atrasados pra
fazer alguma coisa que era se encontrar!
O foco não é mais estar junto,
o foco não é mais o casal
(ser casal é diferente?)
é qualquer outra coisa que o casal tem que fazer
- Corre o filme vai começar!
Cara, foda-se!
Vocês estão juntos!
E daí que o filme vai começar?
E daí que vão sentar num lugar ruim?
Vocês vão sentar e rir juntos
se lembrar do quanto é bom.
É bom que não esteja correndo
pra ver o filme começar… sozinho.

Você já começou a guardar dinheiro?

Thursday, September 16th, 2010 | Permalink

Você já reparou quantos amigos falam não estarem preparados para qualquer eventualidade? Um gasto surpresa como um conserto inerperado do carro, gasto com remédios ou um gasto maior do que o esperado com a fatura do cartão de crédito da sua esposa? Agora fale a verdade se você também não passa por essa situação.

Foi surpresa pra mim quando, ao começar a tratar mais do assunto dinheiro, me deparei com vários casos de pessoas que apesar de um salário maior do que a média brasileira enfrentam os mesmos problemas, ou piores, que os que possuem renda na média.

O maior problema é o fato de que tudo o que entra como renda sai sem ter uma parcela separada para guardar, sempre com aquela mesma desculpa: “não sobra dinheiro no fim do mês”

Vou contar então uma experiência minha:

Comecei a guardar moedinhas em dois potes, em um pote as moedas de 25, 10 e 5 centavos e no maior as de 50 centavos e 1 real.

Qual dos dois potes você acha que encheu primeiro?
Pois foi o pequeno!

Qual dos dois potes possuem maior valor?
O mais vazio, mesmo com o pote de moedas de pequeno valor estar cheio.

Apesar disso dá pra notar que a facilidade maior é para juntar moedas de pequeno valor, certo?

Então o que você prefere: esperar ter um grande valor para guardar e quase nunca guardar ou guardar pequenos valores no começo?

Na minha opinião, se você começar a economizar em alguma coisa que você pode cortar ou diminuir o consumo e guardar esse valor economizado já ajuda. Seja R$10,00 ou R$100,00. Você pode achar esse valor muito baixo no começo, mas então com o costume de tirar aquele valor do orçamento já de início fica mais fácil você guardar cada vez mais.

O que você prefere? Guardar de pouquinho em pouquinho e ter algum valor pra ajudar nas eventualidades ou não guardar nada sempre esperando ganhar um aumento pra começar a guardar e quando houver um imprevisto você não tem nem os $10,00 que você começou a poupar?

Acho que tá na hora do brasileiro pisar no chão. Não é porque o seu poder aquisitivo aumentou que você vai se dar ao luxo de esbanjar e não se precaver para eventualidades.

Patins e o livro Outliers

Wednesday, September 1st, 2010 | Permalink

Me mudei para um bairro perto do bairro em que eu trabalho. No mundo ideal, quando não tem transito e o ônibus não para em todos os pontos do caminho eu deveria levar uns 20 minutos para chegar, mas como não é o mundo ideal, entre trânsito e corredor de ônibus lotado eu levo uns 40 minutos pra chegar.

Depois de notar que basicamente passo por duas avenidas e uma ponte pra chegar e que há bastante gente fazendo percursos de bicicleta pela redondeza, comecei a cogitar ir trabalhar de bicicleta.

Pausa!

Eu sei que você vai pensar: Credo! Ela vai chegar toda suada no trabalho e bla bla bla… Eu argumento: A maior parte do trajeto de ída é descida de ladeira, a única parte que teria subida e consequente esforço é na subida da ponte, ou seja, probabilidade mínima de chegar suada.

Fim da Pausa!

Voltando à cogitação, eu não tenho bicicleta, a que eu tinha na casa do meu pai ele vendeu pela falta de uso.

Fui cozinhando a idéia de comprar uma bicicleta e fazer o trajeto para o trabalho de bicicleta até pegar um ônibus que passava pela Av. Paulista em pleno domingo. Você sabe o que se vê lá de domingo? Patinadores e skatistas treinando nas calçadas lisas.

Bateu uma saudade do meu tempo de criança, quando eu andava com os velhos patins das minhas sobrinhas. ..

Então né! Eu andava de patins quando eu era criança! Porque não voltar a andar de patins e quem sabe fazer o trajeto até o trabalho?! Então tá!

Achando que patins é que nem bicicleta, quando você aprende nunca mais esquece, fui eu até a loja e comprei um par de patins e um kit de proteção: Munhequeira, cotoveleira e joelheira. Ao calçar os patins a primeira coisa que eu pude experimentar foi… o chão! Um beeelo tombo!

Na época em que eu era criança, tinha tempo para praticar. Pulava, virava, andava sobre asfalto, calçada esburacada e até sobre paralelepípedos. Agora se eu tentar andar sobre o asfalto já é um avanço eu não sentar no asfalto sem ser por vontade própria.

E o que isso tem a ver com o livro Outliers – Fora de série?

Agora eu explico!

Sabe aqueles 40 minutos que eu levo no trajeto de ônibus de casa para o trabalho? Adivinha como eu uso esse tempo! Isso mesmo, eu leio, se não tiver o que ler eu começo a ler as placas dos carros, então melhor ter livros.

O livro basicamente vende o seguinte na capa: “descubra porque algumas pessoas têm sucesso e outras não”

Pronto! – Você diz – Mais um livro de auto-ajuda!

É e não é.

Este livro costuma usar estatística para mostrar para você o trajeto de sucesso de jogadores de Hóquei e de programadores de computador bem sucedidos como Bill Joy e Bill Gates, entre outras análises.

Uma das boas constatações do livro é sobre as 10 mil horas de prática. Se você quer ser bom em alguma coisa pratique, quando você achar que está bom pratique mais e então quando você achar que já está profissional no assunto conte a média de horas que você já gastou estudando e praticando, se chegar na média de 10 mil horas praticadas aí sim você está pronto pra que uma oportunidade boa caia no seu colo e você se dê muito bem com isso.

Voltando aos patins, eu achei que por ter praticado muito quando criança devia ter umas boas horas pra me considerar boa nisso… infelizmente esqueci de outro livro: Transformando suor em ouro, onde Bernardinho conta que sempre foi essencial que seus esportistas praticassem muito e sempre, em todo o tempo disponível como se você perdesse a prática duas vezes mais rápido do que você ganha a prática.

Minha lição do dia?

Nunca ache que é bom demais para se acomodar, você sempre pode praticar mais e se não o fizer por muito tempo poderá se ver sentado no chão!

Falta neurônio?

Sunday, June 6th, 2010 | Permalink

Me deparei com a revista universitária Offline número 16, cujo o assunto de capa é “Falta neurônio? – Os universitários offwikis provam que não”. Ao abrir a revista para procurar o texto que tratava do assunto me deparei apenas com uma pequena nota:

Falta Neurônio? - Revista offline #16

Revista offline #16

Infelizmente, apesar de uma boa iniciativa, os redatores da revista enfatizaram a presença de uma pequena nota em seu conteúdo, deixando para segundo tema de capa a entrevista com o empresário João Dória Jr, que está no comando do reality show O Aprendiz Universitário, matéria que tem realmente mais conteúdo para ser enfatizado na capa. Os outros assuntos tratados pela revista são mais amenidades para universitários do que algo realmente palpável, daí vem a minha pergunta: Falta neurônio?

Enfim, gostaria de ter lido mais sobre o assunto direto na revista, mas vamos ao google!

Falta “neurônio” ao ensino superior, diz FHC

Sem ter lido sobre isso antes eu havia escrito o post A importância da formação acadêmica que foi de certa forma polêmico, despertando comentários diversos por aqui no meu blog. (Agradeço a todos pelos comentários! É muito importante que todos possam expressar suas opiniões, seja a favor ou contra!)

O discurso de FHC vai além e diz que o pessoal acadêmico não faz a sua parte na sociedade, não participam ativamente de mudanças significativas para o país.

Como eu quis dizer no meu outro post, muita gente entra na faculdade pelo diploma, pela formação necessária pra “ganhar mais” e não pelo conhecimento que vai receber. Os universitários não investem seu tempo para aprender, eles entram e saem com o mesmo pensamento, não aprendem o que de fato deveriam ter aprendido. Aprender somente a base dada em sala de aula e não aprofundar-se por meio de pesquisas pessoais é o mesmo que nada!

“Se quisermos pensar estrategicamente, temos que ter um gasto melhor. Não é aumento de salário, mas um gasto para melhorar a cabeça das pessoas. É preciso olhar o qualitativo.” Fernando Henrique Cardoso

Vamos queimar neurônios?!

A importância da formação acadêmica

Tuesday, May 25th, 2010 | Permalink

Ou como eu desisti da formação acadêmica para tentar algo mais consistente num mundo de conhecimento tão volátil.

Sou programadora formada em casa, como muitos dos que trabalham com web. Comecei com Visual Basic (iuh!) e passei a fazer sites assim que comecei a acessar a internet, em meados de 1997.

Meu conhecimento veio da experimentação, aliado ao conhecimento compartilhado em fóruns, nada aprendido na escola. Na verdade eu abandonei a escola quando comecei a trabalhar e só voltei um ano depois, quando consegui vaga no período noturno.

Quando consegui finalmente ingressar na faculdade eu já tinha 6 anos de experiência profissional em programação e arrumei até uma pequena briga com uma das professoras por isso, pois ela achava que eu não ía prestar atenção nas aulas e que eu só estava lá pelo diploma. Ela acertou! Acertou que eu estava lá pelo diploma, mas errou quando achou que eu não frequentaria as aulas e prestaria atenção, assim como executar as atividades pedidas.

Aprendi muita coisa de base na faculdade, coisas que um programador auto-didata pode ter deixado passar na pressa de aprender a parte mais legal.

Depois de um tempo na faculdade comecei a sentir falta da integração entre a vida real e a vida acadêmica:

Na faculdade você aprende a fazer DER, MER e toda a documentação de análise e projetos de sistemas.
Na empresa o briefing às vezes é só um e-mail e um wireframe pra definir escopo.
Na faculdade não ensinam wireframe, ensinam a fazer um mock-up das telas a serem feitas e colocar como anexo do documento.
Na empresa esse “mock-up” é parte integrante do processo de aprovação do projeto.

A não ser que eu esteja errada, a grade curricular de um curso de formação tecnológica é firmada pelo menos com 3 anos de antecipação. O mercado muda a cada semana. A tecnologia muda.

Como um curso de graduação tecnológica pode então, acompanhar as novas tendências?

“Ah! A minha faculdade promove simpósios e palestras extra-curriculares.” Ok! Enquanto isso você passa a maior parte dos seus estudos se dedicando a aprender metodologias obsoletas, abandonadas pelo mercado?

Tenho que escolher mais duas disciplinas pra cursar, além das matérias obrigatórias. Visitei o site da minha faculdade para ver as matérias que tenho para escolher e escolhi não voltar mais.

Não são metodologias que eu pretendo utilizar no meu dia-a-dia, não são conhecimentos que eu tenho realmente interesse em obter.

Assim como Steve Jobs diz em seu discurso aos formandos de Stanford em 2005:

E 17 anos depois eu fui pra faculdade. Mas eu ingenuamente escolhi uma faculdade que era quase tão cara quanto Stanford, e toda a poupança dos meus pais de classe média estava sendo gasto na minha faculdade. Depois de seis meses, eu não conseguia ver o valor nisso. Eu não tinha idéia do que queria fazer da minha vida e nenhuma idéia de como a faculdade iria me ajudar a descobrir. E aqui estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram suas vidas inteiras. Então decidi largar e confiar que tudo daria certo. Foi bem assustador na época, mas olhando para trás foi uma das melhores decisões que já fiz. A partir do momento em que larguei eu pude parar de assistir às aulas obrigatórias que não me interessavam, e começar a assistir às que me interessavam.

É mais ou menos isso que eu espero. Espero usar o tempo que eu dedicava à faculdade de forma mais produtiva, seja lendo artigos sobre assuntos que mais me interessam, seja me matriculando em cursos de habilidades práticas que desejo ter e aprimorar.

Como disse uma pessoa que considero como exemplo de sucesso: a faculdade é perda de tempo.

Concorda? Discorda, muito pelo contrário?! Deixe seu comentário! Sinta-se livre pra expressar sua opinião sobre isso :)