
Me mudei para um bairro perto do bairro em que eu trabalho. No mundo ideal, quando não tem transito e o ônibus não para em todos os pontos do caminho eu deveria levar uns 20 minutos para chegar, mas como não é o mundo ideal, entre trânsito e corredor de ônibus lotado eu levo uns 40 minutos pra chegar.
Depois de notar que basicamente passo por duas avenidas e uma ponte pra chegar e que há bastante gente fazendo percursos de bicicleta pela redondeza, comecei a cogitar ir trabalhar de bicicleta.
Pausa!
Eu sei que você vai pensar: Credo! Ela vai chegar toda suada no trabalho e bla bla bla… Eu argumento: A maior parte do trajeto de ída é descida de ladeira, a única parte que teria subida e consequente esforço é na subida da ponte, ou seja, probabilidade mínima de chegar suada.
Fim da Pausa!
Voltando à cogitação, eu não tenho bicicleta, a que eu tinha na casa do meu pai ele vendeu pela falta de uso.
Fui cozinhando a idéia de comprar uma bicicleta e fazer o trajeto para o trabalho de bicicleta até pegar um ônibus que passava pela Av. Paulista em pleno domingo. Você sabe o que se vê lá de domingo? Patinadores e skatistas treinando nas calçadas lisas.
Bateu uma saudade do meu tempo de criança, quando eu andava com os velhos patins das minhas sobrinhas. ..
Então né! Eu andava de patins quando eu era criança! Porque não voltar a andar de patins e quem sabe fazer o trajeto até o trabalho?! Então tá!
Achando que patins é que nem bicicleta, quando você aprende nunca mais esquece, fui eu até a loja e comprei um par de patins e um kit de proteção: Munhequeira, cotoveleira e joelheira. Ao calçar os patins a primeira coisa que eu pude experimentar foi… o chão! Um beeelo tombo!
Na época em que eu era criança, tinha tempo para praticar. Pulava, virava, andava sobre asfalto, calçada esburacada e até sobre paralelepípedos. Agora se eu tentar andar sobre o asfalto já é um avanço eu não sentar no asfalto sem ser por vontade própria.
E o que isso tem a ver com o livro Outliers – Fora de série?
Agora eu explico!
Sabe aqueles 40 minutos que eu levo no trajeto de ônibus de casa para o trabalho? Adivinha como eu uso esse tempo! Isso mesmo, eu leio, se não tiver o que ler eu começo a ler as placas dos carros, então melhor ter livros.
O livro basicamente vende o seguinte na capa: “descubra porque algumas pessoas têm sucesso e outras não”
Pronto! – Você diz – Mais um livro de auto-ajuda!
É e não é.
Este livro costuma usar estatística para mostrar para você o trajeto de sucesso de jogadores de Hóquei e de programadores de computador bem sucedidos como Bill Joy e Bill Gates, entre outras análises.
Uma das boas constatações do livro é sobre as 10 mil horas de prática. Se você quer ser bom em alguma coisa pratique, quando você achar que está bom pratique mais e então quando você achar que já está profissional no assunto conte a média de horas que você já gastou estudando e praticando, se chegar na média de 10 mil horas praticadas aí sim você está pronto pra que uma oportunidade boa caia no seu colo e você se dê muito bem com isso.
Voltando aos patins, eu achei que por ter praticado muito quando criança devia ter umas boas horas pra me considerar boa nisso… infelizmente esqueci de outro livro: Transformando suor em ouro, onde Bernardinho conta que sempre foi essencial que seus esportistas praticassem muito e sempre, em todo o tempo disponível como se você perdesse a prática duas vezes mais rápido do que você ganha a prática.
Minha lição do dia?
Nunca ache que é bom demais para se acomodar, você sempre pode praticar mais e se não o fizer por muito tempo poderá se ver sentado no chão!
Muito bom o seu post gostei.
Mas também queria aproveitar o espaço e dizer que infelizmente algumas pessoas más intencionadas acabaram com a nossa “festa” e colocaram grades nas quinas em que passavamos tardes de domingo treinando e praticando as nossas manobras com os patins.